17 de agosto de 2017

A FOTO DO ANO: EUDO NO MEIO DAS CRIANÇAS

Prefeito Eudo Magalhães visita estudantes da educação infantil

            Na minha opinião, esta é a foto do ano: o prefeito de Xexéu, Eudo Magalhães, no meio das crianças, em uma sala de aula da educação infantil (17/8/2017). É a força do exemplo. Seguindo o pensamento de Mahatma Gandhi, devemos ser o exemplo da mudança que desejamos ver no mundo. É isso que Eudo está fazendo. Ao conversar com estudantes da primeira fase da educação básica, o prefeito percebe como vai o ensino no seu município. E saiu satisfeito porque ouviu dos alunos que a educação vai bem. A merenda é de boa qualidade e os profissionais da educação estão fazendo um trabalho de destaque.
            Mas fica em minha mente, o exemplo da foto. Ao dialogar com o prefeito, as crianças têm a oportunidade de tratar com a autoridade máxima do município, em conversa trivial, de assuntos sérios, como o futuro de uma cidade e do país. Quem dera que esta situação servisse de parâmetro para muitos administradores que devem sair do gabinete e visitar os setores de trabalho.
            Escolhi essa imagem dentre tantas outras fotos tiradas do prefeito neste dia, em que visitou várias escolas, acompanhando as reformas, manutenção e pinturas, como parte de sua rotina na condição administrador público. No meio de suas atividades, reservou um tempo para se assentar e bater um papo com os pequeninos.
            Este gesto, com certeza, ficará em minha memória, e fará com que os que acreditam na educação percebam que ainda é possível transformar a sociedade com ações e gestos que podem muito bem ser reproduzidos com eficácia. Para citar Anne Robert Jacques Turgot, reconhecemos que “O problema essencial da educação é dar o exemplo.” Eis o homem. Eis o exemplo.

11 de agosto de 2017

O VELHO, O MENINO E O BURRO (ATUALIZAÇÃO)


Admmauro Gommes
Escritor, Poeta e Professor de Teoria Literária
da FAMASUL/Palmares (PE)
admmaurogommes@hotmail.com

Esta é uma história antiga, mas sua temática é também de nossos dias. Trata-se de observar o comportamento humano, o que é muito comum, principalmente no que tange ao julgamento alheio, ou a emissão de palpites e opiniões, sem ninguém pedir. Isso percebemos de sobra, à nossa volta.
Quase sempre, a busca desenfreada, como tentativa para ser para agradável a gagos e traianos, quando em demasiadas ações, transforma-se em desastroso resultado. Bill Cosby, comediante norte-americano, disse certa vez: "Não conheço a chave para o sucesso, mas a chave para o fracasso é tentar agradar a todo mundo." Foi então que me lembrei da história de ‘O velho, o menino e o burro.’ Assim, a fábula me pareceu bem contemporânea, quando nela imprimi contornos de nossos dias, com o olhar das instituições atuais.
Conta-se que um velho andava pela estrada, montado em um animal, enquanto o menino ia a pé. No caminho, um conselheiro tutelar o repreendeu severamente: “Como é que uma criança dessa passa por esses maus tratos, andando a pé, e o velho vai confortável no burro?” O velho não teve dúvida. Para atender àquela reclamação, desceu da montaria e colocou o menino sobre o animal. 
Mais adiante, encontra um representante da melhor idade e chama a atenção do velho. “O senhor, nessa idade? Seria bom que montasse e deixasse que a criança, ainda muito nova, fizesse a caminhada, caminhando, porque ela tem muita saúde.” O velho, para não afrontar nem ao primeiro nem ao segundo interlocutor, decidiu que a criança e ele seguissem montados. Mais adiante, esbarra com um grupo de ativistas protetores dos animais. “Aí é demais. Estão querendo matar o pobre animalzinho.” 
O final da história é desconcertante. Lamentavelmente, o velho chega ao destino com o burro nas costas, preocupado em não desagradar a mais ninguém. 
Agradar a todos, como se pode ver, é alvo inatingível.
Diante desta impossibilidade, resta-nos agir em nome do bom senso. Optar pelo caminho do equilíbrio, agindo com ética, mesmo considerando que essa seja mutável, em diferentes tempos e espaços. Não obstante, ela é ainda a orientação aceitável para se fazer, respeitando e atendendo aos reclames da própria consciência. 
A consciência, alicerçada na ética, deve guiar cada passo do ser humano. Se não há dolo, nem prejuízo alheio, sigamos em frente, quem sabe seja este um indicativo de que estamos fazendo a coisa certa. Se fizermos bom uso de nossa consciência, talvez nem precisemos carregar o burro nas costas.

3 de agosto de 2017

WILSON SANTOS SAI DE CENA MAS NÃO DEIXA O PALCO

"Mestre Wilson Santos, fui um privilegiado em tê-lo como um dos meus condutores no magnífico campo da Literatura." (Ricardo Guerra/Jaqueira)

"Professor Wilson sempre será para nós um 'site' de conhecimento, que irá nos orientar, acerca de quaisquer incertezas ou dúvidas, sobre a Gramática da Língua Portuguesa." João Constantino Gomes Ferreira Neto - (Coordenador de Letras/Famasul)
“Meu querido mestre Wilson, meu coração reserva-lhe um lugar junto às pessoas que mais amo.Zeripe
"Grande professor, no qual me apaixonei por suas aulas e por suas cantorias. Seu retroprojetor, quem usará agora?" Mário Júnior (Letras/Famasul)

“Professor Wilson - A gramática humana que tive o privilégio de conhecer.” Pamella Emanuella Gomes de Lima (Letras/Famasul)

"Professor Wilson - Máquina da língua portuguesa." (Romélia/Letras)

"Este cidadão, mesmo fora da sala de aula, será sempre para quem o buscar uma eterna biblioteca ambulante!" (Agenor Gomes - Mustang Pneus)

“Essa gargalhada gostosa vai fazer falta na Famasul.” (Sylvia Beltrão)

   Wilson Santos
por Admmauro Gommes
Escritor e professor da FAMASUL/Palmares
admmaurogommes@hotmail.com


É bem conhecida a frase do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” Parodiando o apóstolo e invertendo a ordem das ideias, chegaremos a uma descrição que revela bem o perfil do Professor Wilson Santos, que diria: Combati o bom combate, guardei a fé mas não terminei a carreira (ainda). 
Certamente, um grande professor aposenta-se para ser Mestre. Aliás, Mestre ele sempre foi. À primeira vez que o vi, estava em minha frente, em uma sala de aula, tratando de português e literatura. Por isso, tenho uma influência direta da parte desse amigo, exemplo de profissionalismo e cidadania. Para mim, professor emérito sempre. 

Agora, surge uma nova aposentadoria, que o afasta do campus da Famasul. Os anos se enganam quando, para preservar, aposentam um educador. Embora o descanso seja merecido, nada conseguirá distanciá-lo de uma pedagogia do cântico e da descontração que ele mesmo desenvolveu. Valeu-se das letras de música para extrair os termos essenciais da oração enquanto, por essenciais termos, formava gerações de admiradores.
Para um sábio, o conhecimento é como o vinho: o tempo só consegue aperfeiçoar seu sabor. E isso se encaixa também em Wilson Santos que sai, momentaneamente, de cena mas não deixa o palco, no instante em que direciona seus conhecimentos em investigações científicas e estudos cada vez mais profundos.
O homem velho... (desculpe-me pelo “velho”, mas foi a imagem suave que me veio à memória nesse momento) “O homem velho deixa a vida e morte para trás/ Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais/ O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais/O homem velho é o rei dos animais" (Caetano). Deste modo, a sabedoria, aliada ao conhecimento, dá ao homem ares de realeza e definitivo respeito. Eis o homem!
Em tempo: O Professor, depois que acumula tantos saberes, devia subir de patente ao se aposentar. Por exemplo, sendo Capitão, Wilson Santos, agora é Professor Major Wilson.
Continência! 


______________________

Mensagem ao Mestre Wilson Santos
por Rute Costa
Lembranças de um início de estudante na Escola Eliseu, tendo como gestor Wilson Santos. Cumprir o regimento da escola era sagrado, patriotismo era dever e a religiosidade era missão de todos a cada dia!
O tempo passa e lá vou para o EMAAG cursar o magistério e mais uma vez professor Wilson Santos está no quadro de professores da minha vida, estágio.
Alguns anos depois, consigo passar pelo tão inatingível vestibular da FAMASUL!
Parece brincadeira ou será destino?
Não acredita? Pois, acredite! Lá está Wilson Santos e, dessa vez, com mais satisfação e entusiasmo ainda pelo ensino. Cantando como na primeira escola, lendo textos de diversos tipos e gêneros textuais... Mais ainda tinha um equipamento tecnológico que me prendia a atenção. Um inusitado e prático retroprojetor de imagens! É lá que descubro que existem pessoas como você, Wilson Santos, que também responde por Gramática ambulante e ou Evanildo Bechara, carinhosamente por ser amigo pessoal e leitor assíduo do mesmo.
É, nos encontros da vida que parecem coincidências banais que descubro o privilégio que Deus me concede de nas instituições públicas e privada de ensino que pude percorrer tinha sempre exemplos de pessoas cultas e nobres.
Quando tudo parece estar no seu devido lugar, sou convidada para lecionar na FAMASUL e lá mais uma vez o destino nos aproxima, e dessa ocasião, colegas de trabalho! Como soaram doces ao meu ouvido; elogios e nota de orgulho de minha pessoa! Espero mestre, nunca o decepcionar!
Agradeço a Deus por sua vida e aposentadoria! Desejando desde sempre, vida longa e saúde para desfrutar com satisfação sua merecida vida feliz!
Um caloroso abraço.

Palmares /PE, 11 de agosto de 2017 (Dia do Estudante)





Veja um poema 
recitado por Wilson Santos
ORAÇÃO AOS MOÇOS 

(CORA CORALINA)
https://www.youtube.com/watch?v=OjdK9BPm5w0


também:


LIÇÕES DE GRAMÁTICA - NORMA CULTA
https://www.youtube.com/watch?v=m_ZDMw87fV0&t=10s

27 de julho de 2017

A FAMÍLIA VAI ALÉM DE UM CONTRATO SOCIAL


Admmauro Gommes
Poeta, cronista, palestrante, professor
de Literatura da FAMASUL (Palmares/PE)
admmaurogommes@hotmail.com


Por ser a primeira instituição criada, e que se mantém tradicional, a família tem lutado muito para se adequar às regras de nosso tempo. Ninguém tem dúvida de que nos últimos anos tudo mudou, e que ela também vai mudar. O problema é saber onde exatamente cabe a mudança. Mesmo que assim se entenda, será impossível alterar sua essência. Traços como afeto e ternura, comunhão e partilha são indissociáveis de seu núcleo. Para que não haja confusão, é bom destacar a linha tênue que divisa casamento e família, família e empresa, o que faremos mais adiante.
Parece contraditório, mas ainda nesta era de tanta tecnologia e modismos universais, os preceitos para se criar filhos obedecem a uma forma instintiva por parte da mãe e do pai. Tanta psicologia não tem dado conta para explicar e orientar as infinitas reações diárias que os filhos emitem (ou omitem). Não se pode colocar o rigor formal de uma cartilha para instruir uma descendência, pois os mesmos mecanismos utilizados com sucesso por uma mãe, no filho primeiro, não funcionam adequadamente no segundo, porque este é outro e a mãe também é outra, para lembrar Heráclito (não se passa pela segunda vez no mesmo rio). As sugestões científicas, postas como normas, podem indicar favoráveis caminhos mas não garantem a eficiência dos procedimentos utilizados nos diversos casos.
Na verdade, os manuais pouco ajudam. O cuidado com a aplicação de infindáveis regulamentos, táticos e técnicos, na condução do lar, pode ser perigoso e transformar a família em uma empresa. Esta visa primariamente ao lucro e não deve ser domesticada pois, ao perdoar as dívidas, a falência será inevitável. Enquanto aquela, procura a satisfação e o bem-estar de seus componentes e não pode ser administrada como um CNPJ porque transformaria afetos em números. Confundir empresa com família é decretar a falência de ambas. Como representam polos distintos, os fins a serem alcançados são diferentes, constituindo-se grande erro entender a organização familiar como bolsa de valores, que quantifica o benefício e o transforma em ganho. Certamente, nenhum pai espera ressarcimento de tudo quanto investiu na formação de seu filho.
            Que ninguém se engane, o casamento, enquanto instituição social, vai continuar sofrendo as mutações de cada geração, mas a família permanecerá. Um dos maiores golpes, felizmente fracassado contra a família (não contra o casamento) foi elaborado por Platão, em A República. Nesta obra, o filósofo sugere que todo homem fosse criado pelo Estado, logo após o nascimento, bem longe do seio materno, para que se apagassem os vínculos afetivos. A ideia era fortalecer o Estado como dominante absoluto, anulando a base doméstica o que, segundo essa proposta, isentaria o ser humano de se envolver emocionalmente ao julgar ou favorecer os seus, pois não mais os conhecia. Na verdade, o plano era destruir o núcleo familiar. Mas isso não aconteceu e nem vai acontecer, pois o humano desprovido de sentimento não é mais humano e sem a família todos perdem a raiz e facilmente se evaporam.
           


21 de julho de 2017

FOME EM TEMPO DE VACAS GORDAS

Admmauro Gommes
Escritor, Poeta e Professor de Teoria Literária
da FAMASUL/Palmares (PE)
admmaurogommes@hotmail.com


Chegamos em uma época difícil de se viver, onde fartura e escassez se confundem. No mundo atual, se tem muito dinheiro e muita gente passando fome. É impressionante, tanta moeda em circulação, no entanto demonstramos não ter competência para administrá-la corretamente. Neste tempo, tudo se inverte: depois da bonança vem a tempestade (e os efeitos das enxurradas). 
Há muito, desejava-se que o salário mínimo no Brasil fosse igual a US$ 100 (cem dólares). Segundo os economistas, esse valor seria ideal para uma família pobre viver razoavelmente. Nos últimos anos, o salário tem girado em torno dos US$ 300 e mesmo assim continua-se com dificuldade em controlar as finanças pessoais. A razão é simples. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) estima que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser, em 2017, de R$ 3.856,23. A conta não fecha mesmo, porque a carestia supera os ganhos do trabalhador.
Quer ver outra coisa? Antes, um partido político juntava níquel para fazer comício ou campanha eleitoral. Filiavam-se os partidários juntando tostão por tostão para enfrentar os poderosos. Hoje, o dinheiro é tanto que não se sabe onde guardar, ou esconder. Se em conta no exterior, em malas, por dentro das meias, ou até mesmo escondido nas cuecas dos políticos. “País rico é um país sem pobreza.” Que sabedoria tem esse slogan adotado pela Presidente! Seria melhor dizer: “País rico é o que sabe administrar suas riquezas.” 
E o mais decepcionante: vemos todo dia milhões e bilhões de nossas cifras serem escorridos pelos ralos. Assim, os ditos populares caem como uma luva para quem não teve educação (e/ou honestidade) financeira: “Não se deve dar gordura a rato magro; Quem não tem costume de comer mel, quando come, se lambuza.” Nesse contexto, o rato magro se encaixa melhor como alegoria da “festa” nacional. Não sei se é mais fácil se conduzir nos tempos de vaca magra, pela humildade. Só sei que há muito boi gordo no frigorífico, enquanto o povo passa fome.  
Tem outro porém. O trato com o dinheiro exige perícia.  Seu manuseio, para quem não sabe utilizá-lo, pode arruinar facilmente as economias domésticas. E quando se desfalca um país, “aí, a vaca tosse” e a situação fica mais complicada, pois atinge as famílias e se comprometem futuras gerações. 
Mas tem jeito. Bastava que se transformasse em lei uma sugestão de um cobrador de impostos do início do Cristianismo, para resolver de vez a questão. Quando Zaqueu, personagem bíblico, disse a Jesus que se tivesse defraudado alguém, devolveria quadruplamente, ou seja, quatro vezes mais... Já pensou? Se isso acontecesse nos dias de hoje, salvaríamos de uma só tacada o Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul, Minas e a Petrobras. Quadruplamente! 


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A VACA, O BOI GORDO E O FRIGORÍFICO
Neilton Farias

Não me surpreendo mais com a perspicácia das críticas contemporânea feito pelo professor Admmauro Gommes. O autor consegue fazer uma reflexão apurada da condição econômica do brasileiro de forma individualizada, familiar e em sociedade como um todo. Com isso ele demonstra a incapacidade no gerir a economia, incapacidade resultante não só em não saber administrar os ganhos, mas principalmente, porque esse ganho não segue com a mesma eficácia na manutenção da mesa. Nesse aspecto, a crítica admmaureana nos exime de forma individual e família na (in)competência de gerir esses bens.

Se o texto finalizasse aqui, dar-me-ia por satisfeito, entretanto, o nobre professor demonstra que essa inliquidez (falta do líquido – recurso financeiro) é de certa forma seletiva, melhor dizendo, a grande maioria é pobre em um país de ricos, isso, por ter muito dinheiro onde não deveria ter (nos ralos, em conta no exterior, nas malas, nas meias, até nas cuecas), acrescenta ainda, “E o mais decepcionante: vemos todo dia milhões e bilhões de nossas cifras serem escorridos pelos ralos”. 

A interdiscursividade de Gommes é contundente, no que se refere ao contexto atual, em especial no que remete às denúncias da JBS, quando diz: “Não sei se é mais fácil se conduzir nos tempos de vaca magra, pela humildade. Só sei que há muito boi gordo no frigorífico, enquanto o povo passa fome”. Para isso o autor traz para o diálogo, palavras do campo semântica da respectiva notícia, a exemplo de “vaca”, “boi gordo” e “frigorífico”.

Para finalizar, ele traz uma dica de como deveria ser feito para acabar com a bandalheira toda em que estamos inseridos. O Brasil rico de pobreza entre os pobres passasse a ser um país rico para todos.

18 de julho de 2017

VITAL AO VIVO NA INTERNET

Vital Corrêa de Araújo, sempre que pode, demonstra sua resistência à internet, mas nesta noite (18/7/2017), às 21h, ele e seu filho, Murilo Gun, bateram um longo papo, por mais de uma hora no Cri Cri Cri - Criando Crianças Criativas. 


No programa ao vivo, falaram de tudo. Criação de filhos, despertar da criatividade na infância, fracasso e sucesso. VCA considerou como patologia social a interferência desmedida dos pais, cerceando a vontade/criatividade dos filhos. 

Mas, enfim, reconheceu que o mundo digital pode incentivar e acelerar o conhecimento, quando usado com esse propósito.


Eles deram um show de humor (e ampla visão de mundo) em dose dupla.


28 de junho de 2017

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS

Admmauro Gommes
Escritor, palestrante e professor de Teoria Literária
da FAMASUL/Palmares (PE)
admmaurogommes@hotmail.com

Recentemente, a pedagogia tem recomendado a contação de histórias para crianças como algo que incentiva a imaginação e desperta a criatividade. Defende, portanto, que ao estimular as funções cognitivas, a aprendizagem acontece com mais naturalidade, quando esse recurso é empregado. 
Diremos pois, que nem só as crianças se encantam ao ouvir uma bela narrativa e se envolvem com as peripécias do herói. Os adultos também. Basta encontrar alguém que leve jeito em discorrer sobre um fato curioso que a atenção é presa pela habilidade do narrador. A forma descontraída de narrar nos convence, ainda mais quando estamos diante de um habilidoso e envolvente conversador. 
Com tantos meios atuais de que dispõem as práticas educacionais, o velho método de contar uma boa história continua fascinando a todos. Mas é bom que se diga que ler um texto é uma coisa. Ouvir o autor declinar o mesmo episódio, ali na bucha, é outra coisa. São modos diferentes de narrar. A escrita tem seus pontos positivos: parte de uma cuidadosa seleção vocabular, além de revisão gramatical e da busca pelo aprimoramento de um estilo literário. Portanto, diante da voz do escritor, vendo seus gestos, olho no olho, é como se nós estivéssemos dentro da cena, vivenciando o enredo ao lado das personagens. A recepção, pela oralidade, nos fascina de tal modo que tudo que se encontra a nossa volta, alheia ao relato, passa despercebido. O próprio autor quando expõe o que antes escrevera, impõe um caráter dramático aos episódios. Isso é impressionante. 
Constatei essas evidências depois que li a obra “Somente a verdade” de José Paulo Cavalcanti Filho, e tive a oportunidade de conversar com o autor. Foi um momento empolgante ter o narrado em primeira mão, por uma ocular testemunha. Assim, cenários e demais caracterizações passam a ser familiares pela proximidade com quem relata.
Quanto ao livro, seu texto é muito bom. Vem da lavra de quem escreveu mais de mil e quinhentas crônicas. Um veterano contador de ‘causos.’ Enquanto acendia um charuto e jogava a espiral de fumaça para o ar, José Paulo inclinava a cabeça para trás, vendo a nuvem que se formava sob sua cabeça. Naquele enlevo, a memória era acionada, como se abrissem arquivos e mais arquivos entrelaçados pela lembrança. Pronto. No desfazer da fumaça, vinha uma história atrás da outra.

Tudo nos mínimos detalhes. Era a visão de quem lá esteve, destacando a ambientação com extraordinário domínio. Por isso, contava com propriedade o que presenciou. Bem mais que verossímil, afirmava que os fatos eram verdadeiros. E eram mesmo. Usava uma gama de recursos linguísticos e extralinguísticos para que se tornasse o mais real possível, do jeitinho como a coisa se deu. Narrativas assim, ficam na mente do ouvinte e não se dissolvem por muito tempo pois as imagens bem elaboradas permanecem impregnadas na memória. Nem mesmo a fumaça se esvai. 



27 de junho de 2017

COMENTANDO O REALISMO

LITERATURA BRASILEIRA II
Considerando o racionalismo realista como reação ao sentimentalismo romântico, explique a propositura seguinte, baseada no pensamento de Eça de Queirós:

“O Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter.”



6 de junho de 2017

SER DIFERENTE NÃO É NORMAL


Admmauro Gommes
Poeta, cronista e professor de Teoria Literária
admmaurogommes@hotmail.com

Existe uma confusão muito grande quando se trata de classificar e entender o que está além da curva e das rotas normais da tradição. Na maioria das vezes, rotulam-se novos comportamentos com discriminação. Este modo torto de ver o mundo representa um olhar distorcido e arcaico e deve ser rejeitado em qualquer instância, modo e lugar.
Não é por ser diferente que alguém é inferior, tampouco superior a nada, apenas pela diferença. O teólogo Bartolomeu Antônio, de Xexéu, lembrou-me esta semana uma frase de Clarice Lispector, da obra “Um sopro de vida,” que diz: “O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções” É que a exceção é peça extraordinária e atraente. A rotina mata qualquer um de tédio. A regra é comum, geral; o segredo está nas exceções. É por este motivo que os artistas inventam seus mundos, não raras vezes carregados de esquisitices, mas nem por isso são bons ou maus. Apenas inusitados, indicando a marca de determinados estratos sociais ou individuais. Ser diferente não é tão normal, como dizem, e pode ser alvo de exclusão ou privilégio. Depende muito do momento histórico em que se vive, como nos tantos casos de pequenos grupos religiosos, artísticos ou políticos. Acontece que os mesmos perseguidos podem ser transformados em heróis, tempos depois.
Destarte, tudo que foge do comum, do padrão, deve ser observado com expectativa pois está próximo do atrativo (ou da repulsa, que é o avesso da atração). Afasto aqui qualquer julgamento moral e direciono a discussão para o plano estilístico e/ou estético. O que se reveste de espanto muda o rumo das coisas e provoca alterações inevitáveis em uma sociedade que sofre constantes mutações.
O outro, por não ser uma cópia nossa, causa estranheza. Esta situação se percebe quando alguém anda em descompasso com a maioria. É o caso de Vênus, um planeta que não gira no sentido horário, igualmente aos demais. Isso tem me inquietado muito! Como é que um planeta se “revolta” contra seus pares? Mas é algo excepcional e a ciência ainda não explicou. Nem ela nem Freud. Aliás, o que o Pai da Psicanálise explicou minuciosamente foi a condição de o estranho ter sido parte deslocada de nós mesmos, bem familiar em outro tempo, na infância, talvez. (Artigo “O Estranho” - 1919) Seria assombrar-se com a própria sombra ou o fato de Narciso achar feio o que não é espelho?
Normal é fato comum. Os diferentes nos são estranhos e por não entendê-los, quase sempre os rejeitamos. Isso é que não é (e não pode ser), normal. Anormal é não reconhecer com igualdade que os outros têm o direito de ser diferentes.



24 de maio de 2017

ANÁLISE DO SERMÃO DE VIEIRA

SERMÃO DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS


Literatura Brasileira I
Válido como conteúdo da ANP (aula não presencial)

Metodologia:
Destacar pelo menos cinco pontos característicos do Barroco e, em seguida, elaborar um comentário de cada item selecionado.

Prazo: Um dia antes da Avaliação da II unidade
Sugestão: Escreva os textos sempre abaixo do nome já digitado em COMENTÁRIOS (como Responder)

Exemplo:




8 de maio de 2017

MÃE É MAIS

poema de Admmauro Gommes

          
Mulher é prata e ouro 
é pérola, ave e flor 
e tem cantos matinais 
no entanto, Mãe é mais. 

É mais e se sacrifica 
pelo bebê que é seu 
sofre muito e padece 
passa a vida e não esquece 
um filho que não nasceu. 

Nunca troca de amor 
no olhar tem novo brilho 
basta lembrar um instante 
de qualquer um de seus filhos. 

Sua casa é um paraíso 
também espinho e cruz 
mas sempre abençoada 
uma bem-aventurada 
igual a Mãe de Jesus. 

Ama tanto que não sente  
de si mesma, os seus ais. 
Mulher é feita de encanto 
no entanto, Mãe é mais. 




Leia outro poema do mesmo autor sobre as Mães em: