8 de janeiro de 2016

FERNANDO PESSOA E O MAR

Em fevereiro de 2016:
Lançamento do novo livro de 
Admmauro Gommes (poemas)



A NOVA MODALIDADE DE RIMA DA POESIA BRASILEIRA

O poeta incrementa a polissemia da palavra. Esta é sua sina e obra. A transferência de sentido é vital à poesia. Mestre da metáfora e doutor em aliteração, processo este, que provém de ritmo peculiar o poema e aquele, que embeleza a linguagem poética, impossibilitando a univocidade, graças à ênfase de plurissignificação que concede, Admmauro Gommes tem nos brindado com uma obra  poética inavaliável. 

FIAT
                                                   
AG faz hoje a melhor poesia brasileira – de uma cidade do interior de Pernambuco – porque nele exuberam condições subjetivas, é um lírico consciente e superdotado. E, a estas, adicionou condições objetivas, que é a entrada no átrio de um novo século, com uma nova e avançada concepção de poesia, deixando ao longo do tempo velhas tradições parnasianas, condoreiras, retórica de eloquência sentimental, velharias recicladas no tempo e ultrapassadas, iniciando uma poética voltada ao ultrafuturo. Saiu AG do pântano dos iguais, em que se hipopotamizaram os “poetas” (elementares, não absolutos) brasileiros, rimadores obsessivos e fanáticos contadores de sílabas, constituindo estes uma mediocridade poética organizada e operando o passado vertiginosamente. A poesia, para AG, não é mais uma retomada do passado, mas uma “volta ao futuro.”


A excelência da nova poesia admmauriana conheço, publiquei-a em minhas revistas (Singular, Papel Jornal e Urubu) e no jornal centenário O Monitor, de que fui editor e sou editorialista, propriedade do haicaista Osman Holanda.
                                             - Vital Corrêa de Araújo









                        

13 de outubro de 2015

ADMMAURO GOMMES NA BIENAL 2015

Admmauro Gommes publicou a obra A estranha poesia de Vital Corrêa de Araújo, na Bienal do livro (9.10.2015), no Recife. A publicação tem como coordenador AG e foi realizada com a participação de universitários e professores da FAMASUL, além de importantes críticos da poesia vitalina, chamada de absoluta. O lançamento aconteceu na plataforma de eventos da exposição.






Rogério Generoso, José Terra, Adriano Marcena e Admmauro Gommes







Yannick Clemon

12 de setembro de 2015

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DA CHUVA


CHUVA (Cida Vilas Boas)

Gosto tanto da chuva quando cai
tanto quanto meu amor por poesias
e esta chuva me fez
enxugar grossas lágrimas
que teimosamente caem de meus olhos
como as gotas da chuva que caem lá fora
tão serena, tão suave, tão mansinha
que dá vontade de dançar no quintal
e misturar água doce da chuva
com água salgada de meus olhos
formando mistura gostosa
de ternura com saudade!
                                               

CHUVAS E ESTIAGENS (Admmauro Gommes)
                 Para Cida Vilas Boas

A nossa vida é feita de temporadas de chuva e dias de sol
lágrimas e sequidões nos olhos cansados de espera.
Dançar na chuva é limpar-se das nódoas dos dias
enquanto a água lava e leva recordações doentias.

A ternura pode ser um dia de sol
ou nuvens carregadas de desilusões.
Quando a chuva cai dos olhos
é porque o coração percebeu que o tempo das flores
ressecou com a chegada do verão
mas um céu sem nuvens também nos assusta
e tememos que a seca se prolongue
na época de plantar desejos.

Também “Gosto tanto da chuva quando cai”
porque a bonança se apresenta como esperança
dentro de mim.

Se não chovi nos últimos meses
desculpe-me pelas nuvens vazias
pois eu pretendia ser inundação em trovoadas.



18 de junho de 2015

O CORAÇÃO TAMBÉM PENSA


Admmauro Gommes
Poeta, Professor de Teoria Literária e
Literatura Brasileira da FAMASUL (Palmares/PE)

Há muito tempo venho me perguntando se o coração tem a capacidade de se emocionar ou esta é atribuição apenas do cérebro. As indagações foram aumentando ao afrontar as expressões “Coração de mãe não se engana” e “Coração apaixonado,” este último é conhecido jargão do sentimentalismo poético, repetido por tantas gerações. Qualquer curioso fecharia a presente questão compreendendo que o ato de pensar, ter sentimentos, memorizar e ser imaginativo é tarefa de um único órgão: o cérebro.
Eu também estava convicto da mecanicidade do coração, apenas de bombear o sangue, sem “pensar.” Quando li na internet um texto da terapeuta Maria Helena Leite de Moraes: “A inteligência do coração,” mudei de ideia. Em suas palavras “A mente opera de uma maneira linear e lógica o que é muito útil e importante no dia-a-dia, mas às vezes precisamos algo além da análise lógica para resolver algum problema e aí entra a capacidade intuitiva e emocional que é a inteligência do coração.” Estas descobertas são atribuídas a John e Beatrice Lacey, do Fels Research Institute (Filadélfia, Estados Unidos).
Na mesma linha de pensamento, Giovana Tessaro afirma que “O coração reage ao que percebe, influenciando todo o corpo, inclusive, o cérebro” (personare.com.br). O Dr. Rollin McCraty entende que “Há um ‘cérebro no coração, metaforicamente falando’. O respeitado pesquisador pertence ao Instituto HeartMath, uma organização sem fins lucrativos que oferece tratamentos com base na conexão entre o coração e o cérebro. “O coração contém neurônios e gânglios que têm a mesma função que as do cérebro, tais como a memória. É um fato anatômico”, disse McCraty (epochtimes.com.br).
Defendem os especialistas, portanto, que a estrutura do coração é similar à do cérebro, embora este tenha aproximadamente 86 bilhões de neurônios. O coração possui 40 mil, além de uma completa e espessa rede de neurotransmissores, proteínas e células de apoio.
Talvez seja por isso, sem demérito da razão, e sem conotação, que encontrarmos um sentido bem próximo do referencial quando lemos que “Enganoso é o coração... e perverso” (Jr 17.9) ou quando damos ouvidos ao coração dos poetas. Na opinião de Sigmund Freud (Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen), “Os poetas (...) são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.” No meu ponto de vista, “fontes” que não passaram pela mente, pela razão, mas surgiram do sentimento, do âmago, e da alma, onde a emoção existe antes de ser palavra.

 Neste ponto, merecem atenção também Julio Iglesias (Coração apaixonado / Só escuta a própria voz e nada mais), e Wando (Chora, coração). Mais profundo ainda, vale lembrar o exímio escritor português que disse: “É o coração que faz o caráter” (Eça de Queiroz). Por fim, resta dizer da “falta” que o coração nos faz quando “desaparece.” Termino com a genialidade de Gabriel Garcia Márquez: "Se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo, e esperaria que saísse o sol." Por estas e outras, devemos acreditar nesse “pequeno cérebro”, pois embora o coração de poeta esteja sempre confuso, o de mãe não se engana.

18 de maio de 2015

A LEITURA E A ESCRITURA EM ROBERTO DE QUEIROZ


Admmauro Gommes
admmaurogommes@hotmail.com
Poeta, Professor de Língua Portuguesa, Teoria Literária e
Literatura Brasileira da FAMASUL (Palmares/PE)

         Para Horácio, um dos maiores poetas da Roma antiga, a poesia devia “instruir e deleitar, ou deleitar instruindo”. Atualizando esta sentença, diria Roberto de Queiroz que a leitura, para ser eficiente, deve deleitar enquanto instrui. 
Em texto publicado na Folha de Pernambuco (15/05/2015, Opinião, p. 8), Queiroz reconhece que “Os estudantes da educação básica das escolas públicas brasileiras demonstram não gostar de ler nem de escrever.”

10 de maio de 2015

ADMMAURO GOMMES NO DIÁRIO

Este texto foi publicado no jornal 
Diário de Pernambuco 
de 8/5/2015





O NOVO SEMPRE VEM


 Admmauro Gommes
A. Gommes
Sobre minhas tantas indagações acerca do que me cerca, talvez o que mais me incomode seja o advento do novo. Este trem carregado de ogivas que, por prudência, dele preciso me afastar, mas por necessidade, necessito agarrar-me ao seu para-choque que abre fronteiras e descortina encantados mundos. Permaneço vigilante para ver se o reconheço, se percebo as suas aparições antes que seus trovões me acordem no meio da noite. Sempre na vanguarda do tempo, ele tem a casca imanente do inusitado, do que chega pela primeira vez sem avisar, do que não se espera.

3 de maio de 2015

ADMMAURO GOMMES E ROBERTO DE QUEIROZ NO RN

O Jornal Gazeta do Oeste, do Rio Grande do Norte, publicou recentemente um artigo de Admmauro Gommes sobre a poética de Roberto de Queiroz. Veja o texto em seguida e o endereço para acompanhar a edição original (pág. 2).


























Leia também:
Artigo sobre Admmauro Gommes na Folha de Pernambuco
PELOS MARES DO POETA
Por Roberto de Queiroz



19 de abril de 2015

FUMAÇA

       

A vida é um trem
feito de fumaça.
Contra a nossa vontade
na estação da saudade
o trem fica e a gente passa.


         (Admmauro Gommes)

31 de março de 2015

A VOLTA DE VITAL CORRÊA

O poeta VITAL CORRÊA DE ARAÚJO (de óculos escuros) tem participado nos últimos anos de vários momentos com universitários da FAMASUL. Sempre discutindo questões acerca da poesia absoluta, bandeira literária que ganhou forças nesta faculdade, esteve presente mais uma vez (31/3/15)

19 de março de 2015

FEELING POÉTICO

 Por Vital Correia de Araújo
        
Abaporu (pintura a óleo de Tarsila do Amaral)
        O professor de teoria literária da FAMASUL, Palmares, Admmauro Gommes, eu o tenho como um homem cortês, inteligente, cultivador, religioso e magnífico poeta. Nos últimos dois anos, tem desenvolvido um trabalho espetacular pela introdução de um novo conceito ou renovação conceitual de poesia, à frente do movimento literário Poesia Absoluta. Tem produzido Admmauro Gommes poemas e crítica sobre o que eu nomino de poesia remoderna ou neoposmoderna.

18 de março de 2015

FERNANDO PESSOA POR OSMAR PRADO

O magistral Poema em linha reta de Fernando Pessoa é interpretado brilhantemente pelo grande ator Osmar Prado. Impressionante!

O texto começa assim:

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo...”