22 de dezembro de 2014

NO GALOPE À BEIRA MAR

OS 14 GALOPES 
DE RICARDO GUERRA 
E ADMMAURO GOMMES


Então vamos de galope a beira mar: (Pra não mais findar)(Riccardo Guerra)

O poema tá arretado e bastante avançado
Nos versos de Admmauro e de Marian.
Quem sabe hoje, ou depois de amanhã
Lá pras bandas da burarema, com a lua cheia,
com a minha musa degosa e faceira,
pra confirmar esta prosa eu vou me esbaldar
poetas brincantes, com rimas alegres ao ar
proferem poemas perfeitos, e eu pegando a manha,
pra confirmar esta prosa e sua façanha
Vou cantando galope na beira do mar.


Amigo Ricardo, rei da Burarema
Há coisa que sempre encanta o matuto
Um bebo na praça fumando charuto
Em um batizado depois da novena.
O mundo é grande a vida é pequena
Há muita ciência pra gente pescar
Um chá de carqueja pra desinflamar
A queda do bicho parece um coice
Danou-se, danou-se a nega do doce
Nos dez de galope na beira do mar.



Famoso Admmauro do reino encantado
No Recanto das Águias não fica ao léu
Na pedra do reino seu nome é gravado
Como um grande poeta filho de Xexéu
Mais de vinte livros ele já escreveu
Tem a força de Hércules ou de um Teseu
No meio dos vinte: “Cinco Poetas e um Luar”.
De jaqueira lhe faço um convite arretado
Para em Maceió com tudo acertado
Cantarmos galope na beira do mar.


Poeta Admmauro, pode mandar galope de Xexéu pra Jaqueira, que eu mando daqui pra lá.
Abraços.
Depois, juntamos tudo e vamos publicar.




Quem tem um amigo não vive à toa
Está rodeado e nunca está só
Pode viajar para Maceió
Campina Grande e João Pessoa
E vara o mundo chegando em Lisboa
Na força do bicho chamado jaguar
E com bacamarte dá tiro no ar
Ao lado do amigo que é seu Ricardo
Que lá de Jaqueira é o maior bardo
Nos dez de galope na beira do mar.



5 Ricardo Guerra4 de outubro de 2013 18:42

O mundo endoidou, mas não me convenço
Que até minha Nega do Doce Danou-se
Partiu proferindo palavras, encantou-se
Para um mundo dos poetas ao qual eu pertenço.
Convidei Admmauro para ir me ajudar
E saímos os dois pelo mundo na procura
Não tínhamos nenhuma noção por onde começar
Encontramos o tabuleiro e a Nega a vadiar
E ela não estava nem aí para tanta frescura
Ficamos cantando galope na beira do mar.



Admmauro Gommes 4 de outubro de 2013


Você que conhece a fala dos reis
E sabe da grota que mora o brejeiro
Como é que um médico vem do estrangeiro
E vai entender o seu jaqueirês?
Vai se confundir com o nordestinês
Nessa confusão pode se engasgar
Na hora da cura é capaz de matar
Não vai entender caxumba e querela
“Pobrema de estambo e da espinhela”
Nos dez de galope na beira do mar.




O meu jaqueirês é uma língua arretada
Até o estrangeiro aprende depressa
Três dias de feira e ele logo a professa
Ouvindo a língua matuta e falada
Depois o doutor toma umas quatro lapadas
Da boa “temperada” do Alfredo Colar
Depois do efeito se dana a conversar
Miolo de pote e outras coisas também
Com os matutos se assim o convém
Nos dez de galope na beira do mar.



O seu idioma que é universal
E tem os traços de uma tradição
Careta e gesto em toda expressão
Trazendo um brilho que é sem igual
Quem não entender que é natural
Se engasga na pinga na porta do bar
Confunde caatinga e “cheirim” de gambá
Caxumba, papeira e cabeça de prego
Passando colírio para quem é cego
Nos dez de galope na beira do mar.




No meu idioma tudo é muito bacana
Meus irmãos matutos e uma nova língua
No meio da feira tomando uma pinga
Tendo como tira-gosto uma madura banana
Matuto é cabra sabido e muito legal
Em todo lugar ele gosta de estar
Observando e sempre aprendendo
Com sua viola pra cima e pra baixo
Eu também sou matuto por isso entendo
Nos dez de galope na beira do mar.





O matuto tem tal compreensão
Que as nuvens do céu sabe entender
Se amanhã é de sol ou vai chover
Se é dia de plantar milho ou feijão.
Ele sabe governar uma nação
Mesmo com um jeito estranho de falar
Há quem não consiga com ele conversar
Mas é um cabra tão inteligente
Que do Brasil um já foi até Presidente
Nos dez de galope na beira do mar.







Anatomia de matuto jaqueirense é assim
Pau da venta, zói, queixada e perna é canela
Beiço, cangote, suvaco, viria e guela
Mas não gosta das coisas cheias de pantim
Tem um jeito bonito da gota de falar
É bucho, chibata, cambito e pêia
Tripa gaiteira, buchada e zurêia
O bacamarte sempre tá pronto pra atirar 
Mas não mangue dele pois vai se arretar
Nos dez de galope na beira do mar.





Eu hoje fiquei malassombrado
Num pesadelo eu vi a caapora
E acordei depressa, sem demora
Pensei ver o Saci bem ao meu lado
Eu acho que tava vendo tudo errado
Rodrigues era um gato maracajá
Vital Corrêa imitava um sabiá
O Coronel cantava uma embolada
E Joel dava aquela gargalhada
Nos dez de galope na beira do mar.





Poetas preferem pois praticar poesia
Particularmente pelo prazer permanente
Pensando poder prosseguir previdente
Perfazendo percurso pela porfia
Permita-me porém parar para pensar
Preciso poetar por proficiência
Peço-lhe perdão pela paciência
Palavras prolíficas prefiro procurar
Pronto parei profundamente para praticar
No dez de galope na beira do mar.






Caro amigo Ricardo que é Guerra
Mas proclama a cultura de uma paz
No galope você provou que é demais
Cantando as belezas de sua terra
Cada verso que você encerra
Tem uma riqueza no seu linguajar
Por isso terminemos com esse pelejar
E não posso mais acompanhar você
Pois me faltam palavras na letra pê
Nos dez de galope na beira do mar.


Fim do galope.



17 de dezembro de 2014

MURILO GUN VOLTA AO PROGRAMA DO JÔ




Há 17 anos, em 1997, no dia 17 de dezembro, Murilo Gun esteve pela primeira vez no Programa do Jô. 


Murilo Gun foi entrevistado pelo Jô há quase 20 anos porque era considerado um pequeno "gênio" da internet por ter feito um site milionário com apenas 14 anos. Depois, ele voltou para fazer Humor da Caneca com seu stand up. O mais interessante é que agora, 20 anos depois da primeira entrevista, ele acabou de voltar de um projeto da NASA. Apenas 60 pessoas no mundo foram selecionadas para ir a universidade da NASA para debater temas sobre futurismo para erradicar os problemas do mundo e ele foi eleito o orador da turma. Hoje ele voltou ao Programa do Jô (17.12.2014)
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Comentários 

Pois é, professor Admmauro Gommes, a gente espera o dia todo para assistir a volta de Murilo Gun ao Programa do Jô! e ele só passa 1 bloco, que pena! Um cara cheio de conteúdo deveria ter sido mais explorado. Mas mesmo assim, o nosso pernambucano porreta com sotaque e tudo, sempre se sai bem. Obg. por me avisar, manda um abraço pra esse outro fenômeno, o pai dele, Vital Correia! - LEANDRO LOBO, apresentador do Programa Relaxa e Nova, da Rádio Nova Quilombo FM, Palmares, PE.


Murilo Gun, filho do intrépido e hipermoderno poeta Vital Corrêa de Araújo. O menino é um gênio! Acima do nosso tempo. - MARCONDES CALAZANS, professor universitário e historiador, Palmares, PE.





Espetacular, contemporâneo e carregado de bom humor. Para quem, como eu, já fez parte da plateia de um dos shows de standup comedy ou palestras do jovem prodígio Murilo Gun, estas palavras definem muito bem o que se pode observar nas suas performances. - DIEGO MOREIRA, professor universitário e escritor.



Murilo Gun é a grande expressão do humor brasileiro. Ele consegue transitar entre todas as camadas do riso. Do simples ao profundo; da mera diversão do standup, ao ensinamento pedagógico que reorienta a prática empresarial. Sua inteligência e perspicácia transformaram-no em uma prodigicidade que a cada dia mais se destaca. Passou dez semanas na Singularity University (Vale do Silício), centro de estudos fundado pela Nasa e Google, esteve na Argentina, em Genebra... em Recife e pelo país afora. Realmente, Leandro Lobo: um bloco só no Programa do Jô foi muito pouco! – ADMMAURO GOMMES, professor de literatura e poeta.


Gun tem seu legado já estabelecido. Às vezes não entendemos a piada com sua forma de falar rapidamente, fazendo com que se torne muito mais engraçada sua apresentação. No programa do Jô, dia 17 de dezembro de 2014, o humorista mostrou maturidade e segurança no que fala e no que “ainda está para existir,” pela sua passagem na NASA. Desejo todo sucesso ao filho de VCA. - ADEMAC GOMMES, Designer .




8 de dezembro de 2014

VESTIBULAR DA FAMASUL/FACIP

INSCRIÇÕES ABERTAS
O PRIMEIRO MOMENTO FOI UM SUCESSO (dia 5 de 12), 
MAS AINDA HÁ VAGAS
Período de: 25/11/20014 a 15/01/2015 via on-line no site www.famasul.edu.br 
ou no Campus da AEMASUL


Você pode escolher, por agendamento, uma das datas para fazer a prova: 05/12/2014, 11/01/2015 ou 25/01/2015

VAGAS - FAMASUL/FACIP
assim distribuídas e inseridas para captação de Bolsas de estudo junto ao PROUPE:

 Curso de Administração: 50 (cinquenta)
 Curso de Ciências Biológicas: 60 (sessenta)
 Curso de Geografia: 60 (sessenta)
 Curso de História: 50 (cinquenta)
 Curso de Letras: 60 (sessenta)
 Curso de Matemática: 60 (sessenta)
 Curso de Química: 50 (cinquenta)
 Curso de Pedagogia 50 (cinquenta)

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Leia o Edital completo em:

2 de dezembro de 2014

MELO NETO E O SENTIMENTO SOB CONCRETO

por Admmauro Gommes


No meio de mais de três mil páginas de textos acadêmicos produzidos pelo Prof. Dr. José Francisco de Melo Neto, da UFPB, encontrei treze poemas, sufocados pela intelectualidade do autor. Sufocados, pois é apenas uma amostra de sua poética, escondida no imenso mar de investigações científicas e filosóficas. O sentimentalismo deve ter sido amordaçado, enquanto a vida pragmática e invejável do professor fosse tão exitosa. Por isso, como resultado da falta de tempo para o ócio criativo, mesmo sem perder a qualidade, o eu-lírico se fragmenta em quase todos os textos analisados (“Águas do guaíba, porto alegre/ cair do sol, brilho do mar” p. 478).
José Francisco de Melo Neto
Mesmo considerando a ponderação de Carlos Drummond de Andrade, que o amor não “resultou inútil,” Melo Neto pressentiu (antes tarde do que nunca), que o tempo passou, e o sentimento atordoado ficou reclamando um lugar, por menor que seja, perto (nunca ausente) do filósofo e do intelectual. Melhor dizendo, os treze poemas denunciam bem mais as particularidades do poeta que todo o restante de sua produção científica, quando esta representa o exterior, os versos radiografam o íntimo, quase imperceptível, como em: JÁ NE PAS – “De repente/silêncio mudo.//Um beijo/que cala tudo.//Um ar/de respirar.//Um mar/de te beber.//O ar/o mar de amar.//Jane pas.”  (pp. 473-474). O “de repente” pode ter durado uma vida inteira até chegar ao “silêncio mudo,” somente agora diagnosticado.
Embora a preocupação ambiental seja uma das marcas deste homem combatente político-social, que se avulta como menestrel em nome da Humanidade (Cidade deserta – “A cidade foi ferindo a mata” p. 471), o lirismo continua a reclamar pela necessidade do afeto: “Palavras, olhares/Palavras, vapores/Valores, coração.” (p. 471); e, mais adiante, “noite alta, cama, quarto de hotel/ luzes apagadas, afago o ar” (p. 477). Afago no ar?
É uma poesia que se apresenta como um calidoscópio que reflete ampla visão de mundo, verificada em tantos versos como no poema Flor do serrado: “Computação. Simulação. Ergonomia./Sessão especial. Discurso./Festa e painel./Produtos naturais. Coca-cola. Tv./E eu sem você!” (p. 472). E segue insatisfeito com a praticidade da vida, denunciando a ausência do ente querido que, ao se envolver/conquistar mundos pragmáticos, dele esteve afastado (“E eu sem você!”).
Como o lirismo se mostra pouco, diante dos grandes volumes acadêmicos, vamos continuar conhecendo fagulhas de José Francisco de Melo Neto, que, além de seu olhar inquieto, atento aos problemas e conflitos do mundo contemporâneo, foi eclipsado pelo pragmatismo ditatorial onde os centros acadêmicos aprisionam a liberdade de criação artística.
Somente com a insubordinação sobre o dito e o posto é que se liberta das algemas. Segundo o próprio autor, elas giram em torno de “surrealismo repressão liberdade/...invasão às faculdades/ de concreto de massa de saber,” por isso o “o medo congela o pensamento/tristeza” (p. 479). A tristeza do poeta, que não percebe ao dilacerar o sentimento sob as lajes de concreto, esvazia-se de tanta contemplação, o que pode se resumir nas quase mudas palavras que sugerem um imenso vazio: “o lar/ a casa/ o mar” (p. 470). Pena que são apenas treze poemas!




Referência:
MELO NETO, José Francisco de. Produção acadêmica
Vol. 6. João Pessoa: UFPB, 2014.




30 de novembro de 2014

SAUDAÇÃO DE IMPROVISO AO POETA GENÉSIO CAVALCANTI

Por Admmauro Gommes - Cine Teatro Apolo, Palmares, PE (29.11.2014)                          

Prezado amigo e poeta Genésio, minhas senhoras e meus senhores:

          O intuito desta fala é fazer uma breve saudação ao poeta Genésio Cavalcanti e quero fazê-la a partir do pensamento dos ilustres professores que prefaciaram as obras Alma de Poeta e Noites ensolaradas, lançadas neste momento.
Começo com a frase que abre o prefácio escrito pelo eminente professor Marcondes Calazans. Ele levanta a seguinte indagação: “O que seria a vida sem o poeta?” Eu fiquei pensando nas inquietações que levaram Calazans a fazer esse questionamento. Eu, que tive a oportunidade de ler, ainda em forma de manuscrito, os poemas que ora se publicam, comecei a imaginar que caminhos levaram a tal indagação e constatei que só se pode conhecer Genésio Cavalcanti quem convive com ele, quem tem acesso a sua intimidade ou quem ler esta obra. Nos poemas desse livro, vi a profundidade do sentimento que o autor carrega, representada agora na figura humana e pública que ele é.
Genésio Cavalcanti
       Desse modo, ninguém conhece um escritor ao não ser que se tenha acesso aos seus escritos, como em Alma de Poeta, onde podemos muito bem verificar uma radiografia dos sentimentos do escritor. Destaquei também a ingenuidade de um adolescente através da visão madura que um poeta que conhece muito bem os caminhos da poesia. Quando o professor pergunta o que seria a vida sem o poeta, imagino que ele estivesse pluralizando, reconhecendo a coletividade. Eu transferiria essa questão para o que seria de Palmares sem os poetas.
A literatura, por assim dizer, é esse patrimônio imaterial que destaca Palmares em todos os recantos. Se alguém puder imaginar Palmares sem Ascenso Ferreira, sem Juareiz Correya, sem Juarez Carlos, sem Ricardo Guerra, sem Luciano França, sem Wilson Santos, sem Francisca Rodrigues, sem Luiz Alberto Machado, sem Rubem Machado, sem Os Griz de Palmares, sem Telles Júnior, sem Jaorish, sem Socorro Durán, sem Jussara Cury, sem Vilmar Carvalho, sem Luciano França... Se alguém puder imaginar Palmares sem a presença desses e de tantos outros poetas, certamente vai constatar um vazio na alma desta cidade e por assim entender, Genésio aparece no momento sublime, como bem aqui destacou o professor e radialista Douglas Marques, elevando a alma de todos nós.
Genésio Cavalcanti surge no instante em que – aproveitando-me das palavras do Dr. Luciano França - a Terra de Hermilo está “Renascendo em poesia.” Palmares vive um renascer poético e esta noite festeja também o centenário do Cine Teatro Apolo, quando este poeta nos premia com o lançamento de duas de suas obras. Foi então que passei a entender a pergunta de Calazans: o que seria a vida sem o poeta, sem Genésio Cavalcanti? O que seria a vida sem a poesia?
Perguntaram certa vez a Ferreira Gullar e ele disse muito bem: “A realidade da vida é muito dura, é muito difícil, e é por isso que se faz poesia.” É por isso que precisamos de poesia para enfrentar as duras realidades da vida; a vida com as suas contrariedades. Assim, a poesia nos dá esse alento, nos dá esse conforto e por isso estamos aqui reconhecendo o surgimento de um novo poeta nos livros que contêm verdadeiras revelações de sua alma. A bem da verdade, caberia um único título: A alma de poeta em noites ensolaradas.
Termino as minhas palavras, nesse momento de efervescência cultural, registrando com grande júbilo, o renascimento da Academia Palmarense de Letras, presentes aqui seus representantes. Portanto, estamos vivendo no tempo da plenitude literária e você, Genésio, é um desses ícones que vem ilustrar ainda mais as letras palmarenses.
Para finalizar, quero me valer das palavras do meu professor Wilson Santos, no prefácio que escreveu: “Genésio, você nos diz que a tradição literária continua viva.”
Muito Obrigado!


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UMA NOITE DE ENCANTO DA ALMA
Por Marcondes Calazans


A noite da data de 29 de novembro de 2014 deixou uma marca, talvez até a "marca para toda a vida dita" outrora dita por Hermilo Borba Filho quando se referiu a Palmares, em um de seus momentos de introspecção poética mais profundos.
Encanto, reencanto fizeram da noite um grande momento de reencontro, quando se fez presente parte da nata sociedade palmarense que gosta de poesia, e que sempre se dispôs envolver pela mágica tão inerente a Palmares.
Nos últimos 40 anos de história de Palmares, confesso jamais ter sido testemunha de momentos tão inspiradores em se tratando de evento tão transcendental.
Arcádia rutilou, a musa que sempre inspirou poetas e poetizas.
Os 100 anos do cine teatro Apolo foi emblemado pelo escritor, poeta, restaurador, resgatador Genésio Cavalcanti.
Como almejei que a noite da data de 29 de novembro de 2014 não acabasse jamais...os sons, os versos, as imagens ainda vibram em mim, sacolejam a minha alma sedenta por mais e mais e mais...
Tudo bem! Eu tenho os livros, tenho os discos, tenho Genésio o qual posso procurar para tocar e ver, ouvir e chorar nas lembranças de dona Celecina ao piano, num concerto musical que assisti ao vivo pela primeira vez.
Obrigado Poeta Genésio pela oportunidade ímpar, singular que se eternizou em meu coração e se impregnou em minha alma.